A metro

E lá vou eu ao mercado de Estarreja apenas para acompanhar uma amiga que procurava tecidos e claro, quem não resiste sou eu! Lá volto eu com umas coisas que precisava para o atelier Libelinha Design® e o resto de uma peça com um metro de tecido.


Desta vez já estava decidido o que iria fazer.


Umas calças, pois por mais que eu use jeans o que eu gosto mesmo são de calças largas e confortáveis.


Assim com um ar fresco para aqueles dias bem quentes de Verão.


Um miminho de mim para mim para me animar dos acontecimentos dos últimos dias, uma maneira também de me agarrar à máquina de costura e de não pensar muito…


As dores no corpo e as dores na alma não me deixam sorrir…

Saia


Acompanhei uma amiga a uma loja de tecidos e a minha intenção não era comprar nenhum tecido, pois primeiro tenho que trabalhar os que tenho cá pelo atelier mas quando vi este… Apaixonei-me! Era um restinho da peça e tinha apenas 1 metro, não resisti e lá o trouxe. Sem ideias do que iria fazer com ele mas decididamente iria fazer algo para mim.

Teria feito umas calças se o tecido desse. Depois de muitas medidas e de muitas contas lá optei por fazer uma sai e mesmo assim seria mesmo resvés. Confesso que o cortei a medo… Mas lá fui fazendo e ainda tive que recorrer a um tecido preto para fazer o cós no interior.

 
Et voilá! Afinal ficou perfeita.


Com duas rachas laterais para que seja possível caminhar.


Já tinha saudades de costurar para mim, de ter algo novo.


É mesmo confortável e por ter um corte direito não há o perigo das nortadas daqui da Torreira levantarem-me a saia. É que por muito que eu goste de andar de saia muitas vezes nãos as uso porque os dias ventosos aqui da terra não o permitem.


E a vontade é de costurar outras tantas. Se queres uma e moras perto, passa cá pelo atelier para te tirar as medidas… Se moras longe mas também queres uma, envias um e-mail com as tuas medidas para info@libelinhadesign.com… Simples assim!

Remendar é divertido!

A primeira vítima foram os meus jeans preferidos, eles originalmente tinham apenas as linhas da trama que com o uso e as lavagens foram-se rompendo ficando um buraco. Cansada de mostrar o meu joelho arrepiado do frio resolvi remendar mas tinha de ser um remendo giro. Andei à procura nos restos dos tecidos que guardo (para fazer roupa de bonecas) um com um padrão engraçado que ficasse à mostra naquele buraco. Depois de várias tentativas encontrei aquele que achei que seria o ideal, três flores que encaixam quase perfeitamente no buraco. Mãos à obra!

Linha rosa forte para contrastar ainda mais e para mim ficou perfeito (reparem que eu fiquei tão feliz do resultado que fotografei logo sem tirar a linha que usei para alinhavo 😅).

Fiquei com vontade de remendar mais uns tantos jeans, ou melhor, fiquei com vontade de esburacar uns tantos jeans para poder remendar.

É ver passar o pessoal com os jeans rasgados (pelos vistos é moda) e eu a imaginar como os poderia remendar.

Hoje tive a oportunidade de remendar mais uns tantos jeans, dos filhotes de uma amiga, nem imaginam a minha cara de felicidade agarrada à máquina de costura a tratar daqueles rasgões. Não só porque acho que os jeans ficam com mais personalidade mas porque acredito que devemos fazer durar a nossa roupa e não cair no consumismo desenfreado que é a moda (com consequências graves ambientais mas isso fica para uma outra conversa).


Digam lá que não ficaram com mais personalidade? E com algo tão simples.

22 de Abril – Earth day

Já foi na semana passada é certo mas mais vale registar mais tarde do que nunca!


E assim se iniciou mais uma limpeza na praia da Torreira e desta vez a Associação de Nadadores Salvadores juntou-se à causa, tendo sido uma ajuda preciosa com a carrinha para recolher os sacos do lixo que íamos enchendo.


Não foi o voluntário mais novo mas é o puto mais radical aqui da Torreira, que eu orgulho-me de conhecer, e sensível a estas causas.


Era quem mais queria andar na parte de trás da carrinha dos Nadadores Salvadores… 


Hora de recolher os sacos do lixo.


E os voluntários do ano anterior diziam que parecia não haver tanto lixo como no ano passado mas perante esta imagem não há muito a dizer.


Missão cumprida! 

Nem todos os voluntários puderam ficar até ao final para a fotografia da praxe com muita pena minha mas agradecendo do fundo do coração que mesmo com outros compromissos, compareceram e fizeram a sua parte ❤️
Um grande obrigado ao Maribar que se disponibilizou para o ponto de encontro e ainda nos forneceu garrafas de água para que pudéssemos manter hidratados. 

Um grande obrigado à Smartmenu que mesmo não podendo estar presente devido a outros compromissos nos proporcionou o lanchinho prometido depois de todo o nosso esforço.

Um grande obrigado à Regina que se lembrou de trazer um bolinho para partilhar com todos os voluntários.

Um grande obrigado à Associação dos Nadadores Salvadores que além da mão de obra neste voluntariado ainda nos disponibilizou a carrinha facilitando muito o nosso trabalho.

E claro, um grande obrigado a todos os voluntariados que compareceram neste dia, sem vocês nada disto era possível ❤️

Libelinha Design® a 100%

No estágio curricular do curso de Modelista de Vestuário havia um grande interesse em ficar comigo, conversou-se e havia a possibilidade do estágio profissional onde o estado ajudaria com 80% do ordenado… Mas estas coisas das leis ás vezes são um pouco complicadas. Eu para poder usufruir do estágio profissional não poderia trabalhar entretanto mas no entanto era preciso mão de obra para ajudar nos fatos de Carnaval dos grupos que iriam desfilar, que desde Outubro se trabalhavam. Ficou então combinado que ficaria a trabalhar como “voluntária renumerada” (termo usado pelos formadores e orientadores do curso) enquanto esperava pelo processo demorado do pedido de estágio profissional. Não imaginam a minha alegria de ficar a trabalhar na área em que investi um ano e meio da minha vida e na área que gosto tanto, apesar de alguma frustração em não conseguir dedicar-me à Libelinha Design® como gostaria. Pensei sempre que iria conseguir conciliar as duas coisas!

Mas o Carnaval acabou e eu sem pré-aviso fui dispensada!!! Coloquei várias questões: porque não me avisou com antecedência? Sei que não o fez porque teve receio que eu abandonasse quando era mais preciso para terminar os fatos de Carnaval mas a resposta foi outra… Disse-me que no meio da confusão não houve oportunidade. Perguntei também como seria em relação ao estágio que tinha sido pedido, respondeu-me que tinha sido anulado. Ora bem, não houve tempo para me avisar com antecedência mas houve tempo para anular um pedido de estágio, um processo demorado (pelo que me disseram é um processo que demora 3 meses)?!?  Juro que já ouvi mentiras melhores! Para mim, bastava dizer que o Carnaval tinha terminado e que não ia precisar de mais mão de obra que eu aceitava melhor do que estas tretas todas.

Pensei muito antes de partilhar esta situação… Mas as mentiras ficaram-me atravessadas e eu tenho que partilhar! Fui trabalhar doente, fiquei depois da hora, virei a minha vida ao contrario para agarrar aquilo que me parecia uma boa oportunidade e de repente tiram-me o tapete dos pés sem pré-aviso.

Pronto! Adiante! Há que tirar a parte positiva disto tudo. Além de aperfeiçoar o meu trabalho (fazer e transformar moldes) aprendi também a enfiar de raiz as máquinas mais complicadas, como a máquina do rolinho, a máquina do corte e cose, a máquina de recobrimento (faz bainhas em tecidos de malha) e a máquina de casear. Tanto que quando alguma linha partia, lá ia eu armada em mecânica.


Quando decidi investir no curso de Modelista de Vestuário o intuito era adicionar mais uma área à Libelinha Design®, por isso aqui estou eu com mais uma experiência de aprendizagem para fortalecer aquilo que por tanto lutei e continuo a lutar, a minha própria marca de peças de vestuário e acessórios criados por mim. Considero esta experiência uma ponte de passagem para seguir com mais força ainda!

Aguardem que em breve haverá novidades.

Mudanças

A trabalhar fora de casa (fora do atelier Libelinha Design®) por conta de outrem, a fazer moldes e a cortar tecidos em dose industrial porque de momento estamos a trabalhar para os grupos de Carnaval, faz-me ter mais vontade ainda de costurar para mim, para os outros e para as bonecas.


O estirador quando veio cá para casa foi colocado onde de momento tinha mais espaço e o local onde eu pensava que teria mais sossego para criar os moldes, no quarto, a verdade é que eu preciso dele ao lado das restantes ferramentas de trabalho! Além de que o quarto deve ser um sítio de descanso, que não me faça lembrar o trabalho, já basta o meu cérebro estar constatemente com vontade de criar.


Durante a semana lá andei eu de fita métrica a medir os móveis e os locais onde eu os poderia encaixar para que tudo ficasse harmonioso e prático para o trabalho fluir melhor. Ontem, lá andei eu pela noite dentro a arrastar móveis e a colocar as ferramentas de trabalho no sítio certo.


Finalmente posso criar moldes mesmo ao lado da máquina de costura e ainda tenho o privilégio de olhar para as minhas pequenas musas inspiradoras lá atrás na estante.