Libelinha Design® a 100%

No estágio curricular do curso de Modelista de Vestuário havia um grande interesse em ficar comigo, conversou-se e havia a possibilidade do estágio profissional onde o estado ajudaria com 80% do ordenado… Mas estas coisas das leis ás vezes são um pouco complicadas. Eu para poder usufruir do estágio profissional não poderia trabalhar entretanto mas no entanto era preciso mão de obra para ajudar nos fatos de Carnaval dos grupos que iriam desfilar, que desde Outubro se trabalhavam. Ficou então combinado que ficaria a trabalhar como “voluntária renumerada” (termo usado pelos formadores e orientadores do curso) enquanto esperava pelo processo demorado do pedido de estágio profissional. Não imaginam a minha alegria de ficar a trabalhar na área em que investi um ano e meio da minha vida e na área que gosto tanto, apesar de alguma frustração em não conseguir dedicar-me à Libelinha Design® como gostaria. Pensei sempre que iria conseguir conciliar as duas coisas!

Mas o Carnaval acabou e eu sem pré-aviso fui dispensada!!! Coloquei várias questões: porque não me avisou com antecedência? Sei que não o fez porque teve receio que eu abandonasse quando era mais preciso para terminar os fatos de Carnaval mas a resposta foi outra… Disse-me que no meio da confusão não houve oportunidade. Perguntei também como seria em relação ao estágio que tinha sido pedido, respondeu-me que tinha sido anulado. Ora bem, não houve tempo para me avisar com antecedência mas houve tempo para anular um pedido de estágio, um processo demorado (pelo que me disseram é um processo que demora 3 meses)?!?  Juro que já ouvi mentiras melhores! Para mim, bastava dizer que o Carnaval tinha terminado e que não ia precisar de mais mão de obra que eu aceitava melhor do que estas tretas todas.

Pensei muito antes de partilhar esta situação… Mas as mentiras ficaram-me atravessadas e eu tenho que partilhar! Fui trabalhar doente, fiquei depois da hora, virei a minha vida ao contrario para agarrar aquilo que me parecia uma boa oportunidade e de repente tiram-me o tapete dos pés sem pré-aviso.

Pronto! Adiante! Há que tirar a parte positiva disto tudo. Além de aperfeiçoar o meu trabalho (fazer e transformar moldes) aprendi também a enfiar de raiz as máquinas mais complicadas, como a máquina do rolinho, a máquina do corte e cose, a máquina de recobrimento (faz bainhas em tecidos de malha) e a máquina de casear. Tanto que quando alguma linha partia, lá ia eu armada em mecânica.


Quando decidi investir no curso de Modelista de Vestuário o intuito era adicionar mais uma área à Libelinha Design®, por isso aqui estou eu com mais uma experiência de aprendizagem para fortalecer aquilo que por tanto lutei e continuo a lutar, a minha própria marca de peças de vestuário e acessórios criados por mim. Considero esta experiência uma ponte de passagem para seguir com mais força ainda!

Aguardem que em breve haverá novidades.

Mudanças

A trabalhar fora de casa (fora do atelier Libelinha Design®) por conta de outrem, a fazer moldes e a cortar tecidos em dose industrial porque de momento estamos a trabalhar para os grupos de Carnaval, faz-me ter mais vontade ainda de costurar para mim, para os outros e para as bonecas.


O estirador quando veio cá para casa foi colocado onde de momento tinha mais espaço e o local onde eu pensava que teria mais sossego para criar os moldes, no quarto, a verdade é que eu preciso dele ao lado das restantes ferramentas de trabalho! Além de que o quarto deve ser um sítio de descanso, que não me faça lembrar o trabalho, já basta o meu cérebro estar constatemente com vontade de criar.


Durante a semana lá andei eu de fita métrica a medir os móveis e os locais onde eu os poderia encaixar para que tudo ficasse harmonioso e prático para o trabalho fluir melhor. Ontem, lá andei eu pela noite dentro a arrastar móveis e a colocar as ferramentas de trabalho no sítio certo.


Finalmente posso criar moldes mesmo ao lado da máquina de costura e ainda tenho o privilégio de olhar para as minhas pequenas musas inspiradoras lá atrás na estante.

40 ❤️

3 de Fevereiro de 2017 completei 40!

Comecei o dia “crocante”… Estava a preparar-me de manhã para ir trabalhar e ouço “crack”! As minhas costas… Fiquei ali uns momentos imobilizada com umas dores alucinantes. “Raios! – pensei eu – A velhice já se começa a manifestar no corpo!” Endireitei-me e disse que não eram umas dores de costas que me iam estragar o meu dia de aniversário, mesmo movimentando-me lentamente e meia curvada, lá fui eu trabalhar.

Mal cheguei ao local de trabalho ouvi os parabéns a serem cantados por todas… Na hora de almoço fui surpreendida com um almoço/festa surpresa preparado pelas amigas… A minha primeira festa surpresa em 40 anos!

A minha vida nestes últimos 3 anos tem andado tanto aos trambolhões, tão centrada nas minhas batalhas… Todos nós temos as nossas próprias batalhas, certo? Que sem me aperceber, porque tenho este modo desligado de lidar com os amigos (quem me conhece bem, sabe do que eu estou a falar), dou de conta que a minha vida importa para muito boa gente ❤️

Estou derretida com tanto carinho! Aos pequenos detalhes… Ao correio que me chegou no próprio dia depois de me terem enviado um grande miminho dias antes… Aos abraços em turbilhão causando-me dores nas costas… Ás mensagens a perguntarem como vão esses ossos, sem sequer imaginarem que tinha dado cabo das costas, hehehe! Aos que insistiram em me chamar rainha o dia todo… Ao Maribar (the best spot in the world) que gentilmente me cedeu o espaço para acolher a minha festa de aniversário porque a minha casa é pequena… Obrigada a todos os que tornaram este dia tão especial para mim ❤️

Quase 40

“Que caminho queres dar ao teu destino?” – Foi a legenda que eu coloquei na foto publicada no Instagram hoje.

A verdade é que este último mês tem sido de grande reflexão porque vou pertencer ao clube dos “entas”… Não estou onde sonhei estar mas também já fiz muita coisa que nunca sonhei fazer!

Caminhos

A vida é feita de encontros e desencontros… Mudanças, planos esperados e inesperados!

O curso de modelista de vestuário terminou no dia 2 de Dezembro com estágio curricular incluído. No estágio gostaram de mim e fui convidada a fazer parte da equipa do Atelier de Costura Angelarte e eu aceitei!

Tenho o privilégio de trabalhar no que gosto mas a Libelinha Design® sofre um pouco com estas mudanças, podendo trabalhar nas encomendas apenas ao fim de semana quando a Palhaça Libelinha não entra em acção. Isto sem falar que pouco tempo ou nada sobra para mim. Confesso que ando um pouco KO neste malabarismo com o tempo mas acredito que com tempo encontro o caminho certo de conseguir conciliar tudo sem aquela frustração de que estou a falhar com alguma coisa ou com alguém.

Pequenos momentos de felicidade

A almoçar em casa de uma amiga quando vejo a sua gata (que é um pouco arisca) muito próxima de mim como que a comer qualquer coisa, por momentos pensei que tinha deixado cair alguma comida. Quando olho melhor, vejo uma libelinha… Afasto a gata e pego na libelinha com receio que já tivesse morta. Vejo que se mexe… Ainda consegui tirar uma foto dela na minha mão para registar o momento.


Peço à minha amiga para abrir a janela, vejo-a a sacudir as asas… Ainda permaneceu uns momentos imóvel na minha mão e depois seguiu caminho voando em liberdade ❤️

Reciclar

Ofereceram-me este cachecol que é bem quentinho e fofinho, no ano passado ainda andei com ele assim mas… Aborrece-me estar sempre a ajeitá-lo porque está sempre a cair.

Hoje aproveitei o domingo chuvoso para o reciclar.

Retirei a franja, neste caso era bem fácil, era só puxar a laçada.


Uma a uma, de ambas as pontas do cachecol.


Com linha da cor do cachecol, neste caso eu podia ir do castanho claro ao escuro, como também bege. Optei por uma linha castanha clara. Convém que seja linha de coser porque fica disfarçada na lã.


Dá-se algumas voltas e está pronta a ser usada.


Nada melhor para este frio que se tem feito sentir.

💔

Sempre acreditei que o amor era a solução para tudo… Que havendo amor tudo se consegue… Tudo se alcança!

Mais uma vez o Universo ensina-me que as coisas não são bem assim e que mesmo havendo amor entre duas pessoas que uma relação pode terminar.

Dói… Dói muito! Mas talvez seja melhor assim…